quinta-feira, 25 de maio de 2017

Transtorno Bipolar

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Eu não o entendo, eu estava em crise de ansiedade, não era a primeira crise. Sempre tinha alguém para me ensinar alguma coisa, o que comer, qual remédio tomar, fico até saturada das palavras certas.
As pessoas me pedem desculpas o tempo todo, minha crise de humor é insuportável, eu grito, choro e tenho euforia, não consigo dar satisfações. Todo mundo diz que é só uma fase, mas esse sentimento de que não sou capaz de controlar as emoções é horrível, dá vontade de dar um tiro na boca.
Eu estava em morte social, isso não era provocação, eu realmente não queria ver gente, estava com a cabeça nas nuvens, minha expressão se altera a cada três minutos, todos esses sentimentos são muito sérios, às vezes eu acho que não existe possibilidade de bem-estar.
Eu mudo de ideia muito rapidamente, precisei de terapia para me entender, eu sempre pensava nos meus interesses, eu estava doente, logo eu podia manipular as pessoas inconscientemente, eu estava sempre pronta a explodir.
Por um tempo me senti uma farsa, uma pessoa descontrolada, cheia de altos e baixos. A vida era curta demais para tantas crises, eu precisava de decisões acertadas, eu não queria me entupir de remédios que causam dependências.
Invejava as pessoas equilibradas, eu me autossabotava, minha vivência se resumia a dormir demais, eu também me sentia explorada, gastava demais, meu dinheiro sumia, tudo me incomodava, tinha dor na alma e uma vontade incontrolável de morrer.
Eu não recebia elogios com a frequência que desejava, isso me afligia, eu tive uma relação abusiva no passado, ele me recriminava por tudo, inclusive por falar demais, alguns diziam que fomos feitos um para o outro, mas no mundo dos ressentimentos me preencho facilmente, eu acho um saco justificar tudo, falta paciência.
Eu me sinto ridícula por ter de fantasiar tanto, vivo olhando para baixo, não consigo encarar as pessoas, eu estava fora da crise há algum tempo e acabei não me acostumando com as feridas emocionais, já tinha sido diagnosticada com transtorno bipolar, mas achei que uma crise só bastava.
Desculpa o que eu digo, eu preciso firmar um compromisso por escrito com os remédios eternos para entender meus sentimentos, preciso escrever para me conhecer, prometo não me culpar nem culpar você, prometo esticar os momentos de felicidade e encolher os de sofrimento, prometo refletir sobre o significado da minha existência, prometo não me achar uma fracassada e inútil. Prometo me aceitar e seguir em frente.

Arcise Câmara

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu tinha menos de trinta anos

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Resolvi ganhar o mundo, resolvi mudar meu dia-a-dia, fazer intercâmbio na idade adulta, conhecer novas culturas, ter gatos, resolvi aproveitar ao máximo, parecia que eu não queria chegar aos trinta anos com tantas pendências.
Eu era muito inexperiente, isso me assustava, eu tinha medo de não viver tudo aquilo que me propus, todos os meus sonhos, minhas realizações e parecia que trinta anos era o fim da linha, parecia que eu tinha que correr contra o tempo.
Me faltava tudo, uma sensação de incompletude, uma sensação de vazio, planejava estar casada e não estava, planejava ter filhos e não tinha, planejava ter casa própria e sempre que alcançava o dinheiro a casa já valia o dobro.
O que mais me incomodava era a frustração, eu venci a timidez nos relacionamentos amorosos, eu ajudei os necessitados, eu tinha um ponto de vista mais centrado e mais feliz, contar minha história parcialmente feliz com lamentos é um problema para mim.
Eu estava nas estatísticas de pessoas insatisfeitas com a própria vida, certamente eu não estava no fim da fila, estava longe disso, mas em relação aos sentimentos infelizes que isso me causava eu estava bem decepcionada.
Encontrei forças para seguir em frente sem desanimar, me tornei uma pessoa mais agradecida, parei de viver com pressa, eu mal tinha tempo para cumprir minhas atividades rotineiras, eu não tinha tempo nem para o lazer, vivia em casa e na cama, meu nome era ócio.
A pressa tomou conta do meu mundo, eu estava ansiosa demais para esperar respostas que não vem, ou para mudar de vida, tudo me preocupa, menos a morte. A morte é um processo natural, mas que não estou preparada.
A vida é cheia de problemas, os choros são muitos, amores não correspondidos, falta de Deus como centro da vida, vida sem freios, terrível solidão, a vida vai além das cascas, é muita felicidade em outdoors para a gente se deprimir.
Quando a gente vai chegando aos trinta e vai fazendo autorreflexão, esse processo é lento e doloroso, a gente percebe que foi orgulhosa com bobagens, tem vontade de voltar atrás com alguns relacionamentos e nunca ter dado chance a outros.
Os problemas nem sempre são pontuais, a gente fica na dúvida sobre filhos, a gente vai tocando a vida da forma que dá. Estar perto dos trinta parece um caminho sem volta, eu acho até que preciso de terapia pois tudo me sufoca.
Eu precisava de privacidade, eu precisava também de motivação para viver, precisava explicar o que sentia para que as pessoas entendessem porque estava fechada para o amor, todos os sentimentos mudam e eu tenho muitas emoções conflitantes.
Eu me fingia de mulher macho, de autossuficiente, mas sempre fui sensível, despreparada e sempre fui oprimida por quem estava próximo até para me proteger, eu sei que essa autoanalise dura até os quarenta, as brigas por si autoconhecer.
O gran finale das emoções foi eu me sentir o tempo toda influenciada, como se as minhas escolhas não fossem minhas, como se fosse o fim do mundo desligar o celular por horas, como se eu não pudesse viver sem olhar para trás, como se essa fase não acabasse nunca. Não me sinto pronta para os trinta, mas já que ele vem com tudo, então bem-vindo!

Arcise Câmara

quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Eu que me tornei

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Eu me sinto confortável em qualquer ambiente, evito julgar as pessoas, mesmo que discorde adoto uma opinião elegante e sincera, sei que tenho muita força para lutar por minhas conquistas.
A vida me encheu de saúde e o que mais se pode querer! Não sou esnobe, mas sei humilhar, não trapaceio, mas sei competir, não sou grossa, mas sou direta e reta. Sou cheias de projetos alcançáveis, cheia de pesos e medidas, odeio fofoca e se tem uma coisa que me orgulho é da honestidade, essa tendência quase esquecida.
Eu acredito fazer a diferença no mundo, mesmo que de maneira torta ou generosa, sempre tenho algo para oferecer, mordo e assopro, sou de fácil amor (decepções) e de pouca compreensão. Amar não é fácil, nunca foi. Ter amizades sinceras é raro.
Não curto assistir notícias violentas, já fui agredida, já saltei de paraquedas, já tomei remédio para dormir, adoro um quarto escuro, sem net, telefone ou qualquer meio de comunicação.
Já joguei a culpa no outro, sou a dramática inesquecível, já deixei a vida passar, já fui indecisa com as coisas do coração, já fiz sexo sem tesão, sou esportista e aventureira.
Sou responsável, moderna, uma tendência em criatividade, sofro por deslealdade, já fui atropelada, dei trabalho à família. Iniciei um relacionamento e comecei a gostar muito dele, ele pediu que eu me afastasse das pessoas que eu amava, eu me deixei dominar pelo medo de perder. 
Só que em algum momento isso passou a tomar um rumo diferente, eu comecei a me incomodar com essa prisão emocional, a ferida estava exposta, cada pessoa tem sua forma de ver o mundo e acha que ela é a certa.
Eu não tinha "liberdade de expressão", eu passei a respeitar a minha vontade, aprendi a perdoá-lo sem rancor, mas queria distância, tenho medo de gente rígida e autoritária, fiz um balanço dos anos em que me deixei levar, avaliando este balanço pude observar que a euforia acabou, a paixão adormeceu e o amor, o que é o amor mesmo?
Arcise Câmara


terça-feira, 9 de maio de 2017

Mãe!

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É o pensamento racional, satisfação da existência, razão da vida. Mãe são gostos comuns, é time que ganha, doação em demasia. Mãe é real, relacionamento infinito e barriga cheia.
Mãe é uma “mercadoria” sem preço, uma vida em harmonia, encantadora do eu. Mãe uma intimidade natural, não tente explicar, só quero te ouvir. Mãe fecha os olhos com força, sinta o peso da perda, transforma por onde passa.
Mãe é dama no olhar, sensação significativa, oportunidade de reflexão. Mãe é balanço da caminhada, controladora a respeito de quase tudo, explosão diante de deslizes.
Mãe é sentir-se feliz, ter válvulas de escape e uma vida simples.  Mãe abre mão de si mesma, não se sente sozinha, muito menos solitária. Mãe tem alma de verdade, lembra de cada gesto, negocia os presentes.
Mãe tem poucas ligações sociais e muitas emocionais, trabalha com sucesso e chora desapontada. Mãe se diverte em meio às circunstâncias, dos acontecimentos da vida e nos manda mensagens.
Mãe contempla o próprio filho, interage por completo e tem boa vontade. Mãe tem atitudes de gentileza, não sabe onde Judas perdeu as botas, mas sabe encontrá-las. Mãe sabe dar aquela notícia, inspira credibilidade e fala sem parar.
Mãe é próxima e conectada, aceita os acontecimentos e evita imposição rígida de suas ideias sobre como as coisas devem ser. Mãe é o ensinamento entre distinguir o bom do que não é, é a paciência para coisas insuportáveis, é trabalho de toda uma vida. 
Mãe é nunca ter tédio ou falta de paixão, é esforço ao máximo e nunca o bastante, desistir nem pensar. Mãe é a felicidade que não se compra, é o band-aind, a sensibilidade, o conhecer e compreender.
Mãe é o sim fácil, é estar certa, mesmo estando errada, é deixar seus planos para mais tarde. Mãe é ter gosto torto, amar desde sempre, entender com os olhos do filho.
Mãe eu te amo! Obrigada por existir! Obrigada por ser você! Desculpa as perdas! Obrigada pelo sacrifício divino! Obrigada pelas noites insones! Obrigada pela vida! Eu sempre estarei conectada a ti. Um beijão no coração.
Arcise Câmara

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Nada faz sentido

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Nada tenho contra os empolgados, até porque sou uma delas, busco o melhor para mim, luto pela vida (sem fazer exames de rotina), faço exercícios que não me deixa frustrada, tenho conflitos profissionais como todo qualquer ser humano.
É como estar numa gangorra onde em cima eu tenho tudo e embaixo não tenho nada. Sonhei ser psicóloga por anos, busco uma profissão na qual vejo a possibilidade de ser feliz auxiliando o próximo.
Às vezes me pergunto qual é o maior desejo da minha vida, sem dúvida seria a realização pessoal no trabalho, a felicidade no trabalho, vai muito além do que faço e sim do que sinto.
O que eu faço para ter o meu sonho realizado? Por enquanto leio bastante, me fascina tudo que representa a área de psicologia, dar luz em meio ao caos, transformar vidas agitadas em tranquilas, não é varinha mágica é entender, compreender e ajudar o outro, quem se prepara para a mudança é cada um buscando o melhor para si.
Por várias vezes já tive a sensação que nada adiantava, que era normal ser fria e distante, que eu podia viver de reclamações, adaptar-me a uma vida mais ou menos, conhecer histórias piores do que a minha para me conformar.
Desperdicei muito tempo da minha preciosa vida pensando assim, foi massacrante, viver uma vida sem intervalos de felicidades, eu precisava de um alvará com urgência.
Não cabia a mim questionar porque as coisas aconteciam daquela maneira, o fardo às vezes era amenizado, existia cordialidade nem sempre recíproca com quem estava perto de mim, às vezes eu tinha educação, bom humor, alegria, respeitava pontos de vistas e era leal. Sempre gostei da palavra lealdade, sempre curti .
Eu tinha medo de pessoas desconhecidas, eu tinha medo até de pessoas boas que cruzavam o meu caminho, eu tratava de forma amável, mas com muita desconfiança.
Eu tinha medo da solidão, eu tinha uma rotina solitária, no entanto, com muitas designações importantes, eu curtia minha própria companhia, curtia meus livros, meus filmes, minha cama e até aquele restaurante com mesa para uma pessoa, aquilo era totalmente natural para mim e o meu medo consistia em um dia não ver prazer em tudo isso.
Com o tempo passei a perceber que estava cercada de pessoas desleais, colegas de trabalho indiferentes, problemas familiares, temor, angústia e ansiedade, eu supunha que só eu não era feliz, que só eu não tinha uma justificativa para viver, que só eu não tinha um objetivo a alcançar.
Seria tão bom se eu pudesse antever que tudo isso ia passar, que eu ia me sentir confiante, que eu ia me apaixonar novamente pela minha profissão, que eu ia criar uma autoimagem positiva, que eu ia adquirir fama de equilibrada.
Eu me sentia fraca, mas algo me fortalecia, eu queria obter respostas, mas o choro me tranquilizava, eu buscava soluções no invisível, na teimosia em dormir quinze horas, numa vida monótona e cheia de decisões.
A solução vem no dia a dia, as coisas inesperadas vão dando lugar a outras, a gente esquece os problemas ou aprende a viver com eles, a gente divide o tempo, passa a se interessar por cinema, literatura, põe humor em tudo, inclusive na carreira.
Daí a gente resolve enxugar as lágrimas, preparar-se pro que passou, avalia direito a situação, incentiva os demais, perde o ritmo, ganha o ritmo, aprende que todos aqui ou ali vivemos situações de dificuldades e aprendemos a ser nossos líderes.
Arcise Câmara


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Facetruque

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Bem, acho que a maioria das pessoas que leem esse blog já sabe que tenho facebook e no facebook tem de tudo, pessoas que fazem questão de ser sua amiga e não falam com você se te encontram pessoalmente, amizades virtuais muito interessantes, casais que são o Sr. e a Sra. Perfeitos, pessoas ultrarromânticas que postam quantos segundos estão ao lado do amado, pessoas que postam: Acordei, jantei, tomei banho, sem sono e  até piadas. Confesso que eu interajo bastante curto, comento, e dou gargalhadas.
Fui escolhida para ser administradora de dois grupos dos formandos do 2º grau e dos formandos da Faculdade, dedico meu tempo postando fotos antigas, marcando encontros e bailinhos para rever o pessoal e conhecer suas famílias. Nossa quanta gente loira rsrs 99,99% da mulheres estão loiras fiz até esse levantamento como enquete. Brincadeiras a parte, colegas estilo Fiuk e cabelos tipo Claudia Raia em Saçaricando nos rende boas gargalhadas. Tenho o cuidado e a etiqueta net de montar e antes de publicar, pedir autorização e tudo mais. Está maravilhoso, reencontrei velhos e bons amigos, uma delas postou um cartãozinho amarelo do tempo (18 anos) que eu tinha dado quando ela fez aniversário. Chorei de emoção ao saber que alguém guarda um cartão meu por tanto tempo mesmo tendo perdido contato.
Bom, mas vamos as pitangas, pois foi para isso que vim postar.
Quem me conhece sabe que eu nunca gostei de misturar vida profissional com vida particular, frequentar aniversários e sair para balada estão fora de cogitação, mas infelizmente não tive peito para recusar convites de amizade no facebook de colegas de trabalho. Eu adicionava a pessoa e bloqueava para visualização de fotos a fim de não expor minha vida particular no trabalho.
No domingo passado postei uma frase: Míseras famílias ainda acham que podem tratar seus ajudantes como se fosse de uma estirpe inferior. Essa frase retirei do livro do Fábio de Melo com Gabriel Chalita Carta entre amigos sobre ganhar e perder, não citei a fonte pois leio muito e  acho que padre Fábio e Ana Maria Braga usam muito frases prontas em seu livro e não acredito ser deles sua autoria. São frases profundas, excelentes. Tipo prece da serenidade também escrita no livro e um trecho de Gandhi.
Comecei a ser maltratada por uma colega de trabalho, ela não respondia aos meus bons dias (até aí tudo bem, educação é educação), perguntava alguma coisa profissional dela e do serviço dela para compor o meu Relatório Gerencial e ela dizia veja nas notícias, no jornal ou qualquer outra resposta. Então comecei a perceber que eu estava sendo “desprezada por outras pessoas” que estavam se comportando como ela. E comecei a ouvir indiretas tipo: tem gente que ouve uma conversa telefônica aqui e posta no face a vida dos outros, eu inocentemente disse: nossa!! Existe isso?
A confusão foi tanta a doida chorou, fez calunia de mim aos quatro cantos da empresa, na cabeça da doida a frase postada no meu status era falando mal dela por ela ter comentado que a empregada dela rouba (furta) e que eu ouvi uma conversa telefônica dela com o marido no meu setor na sexta e no domingo postei.
Já fui de chorar para tentar convencer, mas hoje, n-u-n-c-a!
Apesar dessa pessoa falar gritando eu não ouvi um A do que ela disse ao marido dela, pois eu quando estou concentrada no trabalho não escuto nem telefone tocar, o mesmo que fica do meu lado. Eu não estou tão assídua ao blog, pois o trabalho tá tanto e o tempo tá curto, tenho um prazo até 31/10 para fechar o planejamento estratégico dos próximos 4 anos da instituição, é orçamento, aumentos salariais, concurso público, viagens e congressos, treinamentos, benefícios funcionais, folha de pagamento e tudo que uma empresa pública precisa para seguir adiante em 4 anos com qualidade.
Continuando falando da doida...
Que ela odeia isso, pelo dramalhão que ela fez todo mundo se compadeceu, tomou as dores e a melhor parte tudo acontecendo a minha volta e eu sem saber de nada, sem entender nada, até que “superiores” resolveram sem ouvir a minha versão me advertir, falar que o clima ficou hostil e blá, blá, blá. E eu com cara de “o que vocês estão falando”, eu não estou entendendo. Quando eu comecei a entender que se tratava de uma ofensa no mundo virtual. E muito, mais muito tempo depois alguém veio me perguntar porque eu fiz isso com a doida e só aí entendi tudo.
Uso o facebook mais para mim do que para os outros, as frases, notas e vídeos são de coisas que curto, posto para mim em nível de reflexão, não gosto de pessoas que maltratam ajudantes, achei interessante a frase para reflexão por isso postei, quando preciso de uma frase, uma nota, vou lá e busco. Não tenho o intuito de educar, criticar ou magoar alguém através do face muito pelo contrário o meu intuito é estreitar laços, rever amigos, interagir, saber notícias e mandar sinal de fumaça. Eu tenho como provar que não ofendi a doida, o livro do padre Fábio está marcado em marca texto as frases interessantes e postei uma a uma na sequencia, sendo essa a sexta, marcada por mim em marca texto, mas eu não quero provar nada para ninguém, é a minha vida particular, é o meu facebook e desde que não ofenda ninguém é a minha liberdade de expressão.
Arrogante e pretensiosa, eu só acho! Apesar de p da vida, morri de rir da doida que usou a carapuça por tratar ajudantes mal.
Ontem postei: no face tem de tudo, até pessoas que leem seu status e pensam que estou falando delas... Essas pessoas que se acham a centro do universo eu digo: se eu não citei seu nome, não escrevi no seu mural, não é de você que estou falando. Gente o status é meu. Isso sim foi uma direta já!
Não me surpreende ver quase todo o corpo funcional envolvido em fofocaiada, os colegas profissionais não pararam para ouvir disse-me-disse e não estão sabendo de nada, mas a rádio peão, especialistas em fofoca, calúnia e difamação essa está bombando.
Para mim não vale a pena me justificar para pessoas que não considero amigas e o único vínculo que tenho com elas é profissional. Justificar pra quê? Quem me conhece sabe que eu não seria capaz disso, dou bronca sim, não passo mão na cabeça, mas indiretas não é minha linha, se eu tiver que falar de alguém, falo para a pessoa.
Bom fica aqui o desabafo e a certeza de que a minha intuição de que misturar profissionalismo com coleguismo não dá certo.
Arcise Câmara


segunda-feira, 24 de abril de 2017

A ciência não possui resposta para tudo



Basta um erro para o relacionamento cair por terra, um curto-circuito para perder um patrimônio de uma vida, às vezes a vida nos dá lições de um professor primário explicando o óbvio, temos sempre a nova chance de recomeçar apesar da história interrompida, dos sorrisos falsos, dos sonhos desfeitos, das brincadeiras vazias, das aventuras perigosas, das traquinagens da juventude e das encenações de falsidades.
Talvez a ciência não explique com profundidade a terapia da música para quem está triste, as chamas da esperança para quem recebeu um diagnóstico fatal, o mal irreversível para quem foi preso injustamente, as tensões emocionais de momentos conflitantes.
O que dizer de quem pensa com a cabeça dos outros? Quem não chora porque é homem? Quem não se acha lindo só por ser baixo? Quem não tem brilho nos olhos por se achar diferente?
A ciência descobre verdadeiras epidemias, ajuda na liberdade, tenta explicar o amor, o ser livre, não culpa os outros pela vida infeliz para ser mais exata, a ciência também pode explicar as diferenças profissionais, os sentido entre morar no Brasil ou mudar de país ou ainda que as coincidências não existem.
A ciência explica o sentimento de uma mãe ao ouvir a voz do filho, as incertezas da vida e o terror de mudar ou ficar do mesmo jeito, ou tenta entender os comportamentos de quem só visa suas conquistas pessoais. Ou ainda, a dificuldade de compreendermos a singularidade da pessoa humana, em abrir o coração, chorar a nossa dor, desabafar, fazer o bem.
Talvez quase tudo tenha explicação, a rigidez e o controle de seu pai que impede o filho de seguir seu caminho de maneira livre, ou admitir que foram pais omissos, ou ainda quando prejudicamos alguém intencionalmente apesar da confiança depositada.
Radicalizamos às vezes, fundamentamos nossa história com a falta de amor paternal, ou na alienação da televisão, ou o consumo exagerado, ou a não explicação de um acidente fatal.
A ciência explica o individualismo saudável e preventivo, o amor gerado ao outro, a capacidade de recuperação fenomenal das crianças, o brilho novo no olhar, os anos maravilhosos juntos de pessoas boas e honestas, o que a ciência talvez não explique é o fato de querermos ser amados sem nos amarmos.
Foram anos da minha vida como uma garota do bem, cheia de qualidades, mas eu não gostava disso, eu queria buscar o sentido da vida, queria o universo me dando coisas em que eu achava que merecia, queria transformar sonhos em realidade, compreender e ser compreendida.
Por um período estive iludida, com filosofias únicas e irrepetíveis, cheia de culpa no cartório, com julgamento nas diferenças culturais, enquanto isso eu queria o apoio dos outros, chegava a ser insultante, eu queria achar alguém que preenchesse o buraco que cavei.
Quando quiser ter certeza de que és amado observe o comportamento da pessoa com você, o jeito como ela cuida dos outros ou como sequestra seu tempo, ouça opiniões de quem convive com ela.
Estava pensando que amei de verdade uma única vez, era um amor cheio de emoção, eu estava diplomada em ciúmes e acabei estragando tudo, naquele tempo não havia descoberto que amava de verdade, eu apenas supunha coisa, tinha fé e certezas, mas não sabia de nada mesmo.
Sempre estive no limite dos sentimentos, sempre tive uma chama acesa de verdade em meu coração, não costumava fazer elogios, mesmo que ele estivesse o mais lindo do universo, nunca estava disposta a aceitar as situações e os pés na bunda que levei, talvez isso me tenha feito amar falsamente quem me desprezou. O amor do orgulho ferido. Quem sabe um dia a ciência descubra o que me falta entender sobre o nobre sentimento.
Arcise Câmara


sábado, 22 de abril de 2017

Karl Marx

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Vivemos numa situação de emoções momentâneas, demonstrações de afeto passageiras, relações fugazes. Redes fazem-se e desfazem-se com uma facilidade tremenda. "Tudo que era sólido se desmancha no ar" - Karl Marx 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Era gentil e bondoso com os outros

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Ele era um lorde, tinha uma postura importante, era de alma temporária, não sabia muito o que queria da vida, o que o satisfazia, o que o deixava feliz, estava em busca para entender o eu.
Ele queria que eu fosse de outro jeito, queria que eu fosse o que não sou e nunca serei, queria que eu “morresse” para satisfazer seus desejos preciosos, ele queria que eu nunca me acostumasse com sua ausência.
Para ele era inconcebível a gente se separar sem eu me matar, literalmente falando... A fronteira entre mim e ele e a forma como víamos a vida era louca. Enquanto eu estava sempre presa ao passado ele estava sempre focado no futuro, nem ele, nem eu vivíamos realmente.
Matheus era universitário, estudioso e parecia ter paz no coração, ele também era um bom profissional, descomprometido às vezes, mas suficiente bom para dar ideias brilhantes que alavancavam as vendas da empresa. Era o queridinho, o melhor.
Eu o achava inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta e um  solteiro solto, aquele que acha que pode namorar com liberdade e fazer o que quiser da própria vida, aquele que poderia me largar a qualquer hora do dia ou da noite ou sumir sem dar satisfações a ninguém.
Era cheio de amigos, uns insatisfeitos com a vida, outros descompromissados com o amor, outros que só pensavam em si, Matheus se encaixava nessa última categoria, dava trabalho pro meu coração vagabundo e traidor.
Alguma coisa me dizia que eu tinha que salvá-lo, que eu tinha que fazer parte do processo evolutivo dele, como assim? Era uma desculpa que meu coração insistia em dar para que eu entrasse fundo nessa história.
O risco era grande, duas pessoas juntas que perdiam o foco o tempo todo, duas pessoas que se agarravam em expectativas, muitos projetos inacabados, modos diferentes de agir.
Ele tinha uma vitalidade, uma criatividade, uma tolerância, mas não era com todo mundo, na verdade, era com todo mundo sim, menos comigo, ele me achava infantil, não cansava de dizer isso.
Ele ficava me pedindo evolução de pensamentos, de posturas, de emoção, ele me achava egoísta, justo eu que pensava mais nele que em mim, ele queria que eu pensasse como ele, mas nossos pensamentos não se cruzavam em lugar nenhum.
Para eu ser boa o suficiente eu precisava nascer de novo, eu vivia por conta disso em constante ansiedade, numa agitação interna, numa dúvida do ser, então resolvi mudar e entre ele e eu resolvi me aceitar só por hoje do jeito que eu sou e fui tão cruel quanto ele, não abri mão de ceder e preferi seguir em outra direção, depois percebi que já estávamos em outras direções havia algum tempo e que só faltava decidir novos caminhos.
Arcise Câmara


sábado, 15 de abril de 2017

Feliz Páscoa!

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Soluçando feito sei lá o quê...
Eu sempre me emociono com a passagem de Jesus, um dia lindo e reflexivo, um dia de dor e o dia mais rico de emoções, o dia em que ele renasceu em cada um de nós e nos salvou.
Por alguns anos eu não compreendia o poder do abandono na frase “Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste”. A frase parecia incerta. Infelizmente, demorei a aprender a lição, a lição da maior dor de Cristo, a lição de se sentir humano na última categoria, a da dor, a lição de transformar dor física e espiritual em Amor.
Tolerância foi seu ponto forte. A paixão de Cristo sobrevive de sentidos profundos a nossa existência e o amor sobrevive da realidade de que Cristo é Deus. A Paixão de Cristo traz suas lições, traz o amor à vida, aos relacionamentos, a coerência entre o discurso e a realidade.
Somos nada, somos o ideal, somos uma lista interminável da vontade de Deus sobre nossas vidas, somos a felicidade imensa do poder do Criador, somos o conceito de perfeição, mesmo que não estejamos prontos para isso.
Deus no faz estabelecer nas relações humanas a experiência de amor eterno, do infinito, do desconforto da dor em sua duração, um sentimento de se sentir nas nuvens mesmo com os pés no chão.
E a vida ganha nova forma, novos tons, novos sons. Você começa a acreditar que tudo tem um significado e uma resposta bonita, você perde a mania de julgar, você não precisa de muita coisa para ser feliz.
Você precisa do Amor, da completude, dos bichos, da natureza, dos livros, de tudo que te liga ao infinito, sem esperar nada, sem se sentir derrotado. A vida é um Identificar-se com Ele.
A gente opta pelas coisas do bem, a gente aprende que orgulho e teimosia não leva a lugar nenhum, a gente não se deslumbra facilmente aos prazeres ou ilusórias crenças. E quando o poço seca não há desespero, o preço da vida é a morte, o preço da saúde é a doença, o preço da juventude é a velhice, momentos que ricos e pobres passarão. A vida é um eterno renascer. Que jesus renasça em nossos corações.
Feliz Páscoa!

Arcise Câmara

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Chateada e Feliz, dois polos da mesma raiz


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Eu não quero usar nada nem ninguém, eu não quero a busca insana por lipoaspiração, não quero encontrar culpados, não quero detestar minha autoimagem.
Não quero enlouquecer na dieta, não quero a obsessão da magreza, curto a disciplina, curto o ritual de malhação, curto o amor cafona e duradouro, curto ser ridiculamente boba.
Ainda não administro bem as rugas e o envelhecimento, sonho com a velhice tranquila, com o sucesso na escrita, sonho com menos consumo, sonho em refletir minha imagem com mais simplicidade, sem preocupação com estética, medidas, beleza, academia.
Importa-me os sentimentos, me importa a amizade, me importa o coletivo, me importa a fé, o bom senso, o cheiro das estações, o por do sol, me importa desacelerar, não me preocupar em aparências legais.
Às vezes sinto a sociedade doente, deixamos de querer ser naturais, gostamos de discutir assuntos, gostamos de apontar as mudanças para o mundo, gostamos de acalmar nossos egos, eu nem sei como o Amor consegue sobreviver em meio a tanto caos.
Chega de sinceridade perversa, chega de críticas, chega de trabalhos sem amor, chega de cabelos platinados, chega de corridinha ao cabelereiro na hora do almoço, chega de viver com nostalgia, chega de correr pro espelho, cansei de me preocupar com o belo, chega de ouvir opiniões de quem nada me acrescenta.
Amo meus amigos sinceros, amo pessoas de fácil perdão, amo quem me ajuda a rever condutas, amo cortar o cabelo, amo frases enriquecedoras, gosto de fugir de polêmicas.
Gosto de ingenuidades gratuitas, evito velhas rixas, não gosto de viver situações parecidas, passar por coisas que já passei, mesmos erros, mesmas expectativas, mesmos caminhos...
Gosto de sapatos e estradas novas, gosto de estar rodeada de pessoas especiais, gosto de observar, gosto de coisas que me acrescentem, gosto de namorar, gosto de olhar para dentro.
Sou cheia de descobertas, sei me aprovar, sei aquilo que me faz bem, sei meu valor, sei me manifestar contra a inveja, sou sensitiva, sei reconhecer uma inveja tipo “natural”, sei reconhecer desconfortos causados pelo meu sucesso, sei reconhecer discursos de inveja branca, sei ficar alerta contra as armadilhas.
Amo o sabor da conquista, curto acalentar fel alheio, sou vocacionada a resolver problemas que não são meus, mas que me afetam.
Sou juíza de mim mesma, acho que todos somos desiguais na aparência e no conhecimento, mas cada ser é único e a tua bagagem jamais será melhor ou pior que a minha.
Sou paciente, mentalizo ser paciente, tenho como mantra a paciência, a trajetória é longa e penosa, mas cada dia venho me aproximando dos meus objetivos, seis respeitar minhas diferenças, meu humor oscilante, meu plano de vida sempre foi e sempre será o equilíbrio.
Sou segura, estudo o outro, leio livros, acabo deixando passar o tempo, muito tempo, esqueço-me de comer e até de dormir, uma fuga a realidade alguns dizem, mas para mim é hobby misturado a diversão.
Sou de disputas, cedo ou tarde acabo enfrentando-as, acho que particularmente nasci para cutucar feridas, dar chacoalhões. Nada tenho contra quem cuida da própria vida, o problema é deles, mas ver os próximos dando passos em falsos, segundo minha teoria protetora não me deixa de mãos atadas.
Arcise Câmara


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Becos sem saída

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A vida nos impõe certas coisas desde o século passado, desde que o mundo é mundo, desde o tempo em que a disciplina lá de casa era a peia.
A sociedade nos diz que é triste viver sozinho, que não é legal viver num quartinho simples e cheio de livros, que o mundo é mais amplo e que as alternativas, as melhores alternativas é tudo que envolve grana, riqueza, família feliz e amamentação, nessa última parte eu concordo.
A gente vai vivendo a vida depressa demais, a gente se pergunta se tem tempo para se acalmar, curar as feridas abertas, surpreender a si mesma. Às vezes tudo parece nublado, tudo é muito eterno para um mundo de passagem, a gente não precisa viver como outras pessoas, a gente pode e deve aceitar nossas falhas e limitações, a gente pode melhorar e até gostar da nossa trajetória.
Nossa história é única nessa terra, a gente não pode ter uma vida como se fosse viver eternamente, temos que encaixar felicidade mesmo que não esteja mar de rosa, temos que ter plenitude sem dinheiro, segurança sem um amor, aprender as lições que a vida nos oferece sem a dor da existência.
Quando há dúvidas... precisamos seguir, quando há conflitos... precisamos seguir, quando de repente a gente recebe um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'... precisamos seguir, quando não tenho dinheiro para a matrícula na academia de ginástica... precisamos seguir.
A gente vai achando relacionamentos ruins como essenciais, a gente quer reconquistar de qualquer jeito porque no fundo achamos que a culpa foi nossa, a gente larga emprego, muda de ramo, desiste fácil de tudo que sonhou a vida inteira para que ele volte.
Quando percebi o beco sem saída, dei meia volta, ele não tem saída para frente, mas tem saída para trás. Adaptei-me exclusivamente a minha própria companhia, resolvi viajar por vinte dias, conheci lugares e pessoas geniais, controlei minha ansiedade de estar longe de casa e dos bichos.
Eu me sentia mais culta e mais vivida, eu estava falando mais alto que de costume, ele nem se importou, nem deu sinal de vida, nem se incomodou com as minhas fotos realmente felizes no instagram.
Sempre que alguma coisa ruim me acontece: corto o cabelo, é tão fácil mudar estilo, dar uma repaginada no visual, se achar linda e pronta para outra, essa parte de pronta para outra eu apertei no pause, vamos esperar um pouquinho, não sou tão forte quanto as minhas palavras acham que sou.
O tempo passou, um belo dia eu acordei me sentindo bonita, entendida que nascemos e morremos sós, depois de tantos natais, depois de conhecer novas maneiras de ser feliz, aprendi a me amar, passei a compreender meu mundo, minhas falhas, a importância das dores, aprendi a chorar e respeitar meu espaço, minha vida, meu eu.
Talvez eu diga o que já disse antes, talvez tenha vencido a ilusão, talvez o amor me aperfeiçoe, talvez o raio de sol que tanto eu aprecie entre pela fresta da janela, ilumine o que tiver que iluminar e basta isso para que eu possa diminuir a distância do discernimento que ninguém é feliz o tempo todo, que cada dia é um recomeço.
Arcise Câmara


quinta-feira, 30 de março de 2017

O que é superinteressante?

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Aceitar o que a vida te apresenta
Usufruir os capítulos dessa vida
Impedir mágoas no coração
Evitar agradar o mundo
Entender os sentimentos
Ser responsável pela própria felicidade
Saber o que vai fazer
Sentir emoções
Acreditar e viver uma crença
Imaginar alcançando metas
Suprir suas próprias necessidades
Negar o eu
Servir e mimar quem amamos
Retribuir as gentilezas
Sentir a solidão com ferramenta para autoconhecimento 
Manifestar amor de todas as formas 
Convidar o outro a compartilhar conosco uma vida saudável 
A presença de um grande amor 
Carinho e respeito
Restringir os falsos 
Casar 
Alcançar uma graça 
Relacionar-se com interação e qualidade 
Ouvir aquela composição de Herbert Viana 
Agradecer a Deus

O que é superinteressante para você?