As pessoas nem sempre estão interessadas em seus problemas, suas aflições, seus medos, suas dúvidas. O que te aflige parece bobagem aos olhos do outro, o que te magoa é pura frescura.
É
repentino quando você percebe claramente que seus problemas são só seus, que
ninguém dá muita importância se o seu coração está sangrando por dentro, se o
que é superável para outra pessoa não é superável para você.
Eu
não vou contar a ninguém, mais dói tanto se sentir sem apoio, dói saber que
você queria desabafar em paz, ser ouvida, acarinhada, nem que fosse por uns
míseros segundos.
O meu
riso cativa os amigos ao redor, não importa que seja um sorriso falso, não
importa se é um tudo bem sem estar tudo bem, não importa se a minha vontade é
de chorar.
Meu
coração afunda sozinho, sem nenhuma bengala, sem nenhum apoio, sem nenhuma
vontade de ter por perto quem não quer ouvir histórias de chateações ou
frustrações, tristezas e afins.
Um
jantar de família tranquilo é uma excelente opção, nada de ficar falando das
chateações, é melhor ser positiva, nem sempre quem pergunta se está tudo bem,
quer saber quando está tudo mal.
Uma
agradável surpresa é notar que de fato alguém se interessa verdadeiramente por
você, por seus sentimentos, por seus conflitos, anseios e desejos.
Minha
vida seria monótona se não fosse as dúvidas, se não fosse a certeza de que sob
certos aspectos precisam de mudança, se não fosse a vontade de chorar sozinha e
vez ou outra acompanhada.
Que
a vida sorria gentilmente para mim, que 2014 me traga muitas bênçãos e alegria,
que eu possa enxergar a necessidade do outro, ser ouvidos, afago, abraços.
Evitar
conversa fiada, observar os sentimentos, ser leal as boas causas, ler
pensamentos, abraçar o outro por dentro, deixar fluir o interesse pelo outro,
sair de mim mesma.
A
inveja é uma coisa danada, a inveja deseja que o outro não tenha nem as coisas
que é de seu merecimento, eu já passei pela experiência de compartilhar coisas
boas e prosperidade e tudo dar errado.
Já
experimentei pegar um fora porque o outro não quis namorar comigo. Já vivi
coisas que gostaria de não ter vivido, já aprontei com os outros, já fugi da
responsabilidade de assumir minha culpa.
Já
fiz beicinho inutilmente, já conclamei defensores, já briguei por bobagens, já
deixei pra lá coisas que me magoaram profundamente, já cansei de tanto
lero-lero.
Conclamei
meu autocontrole, minha paciência, minha predisposição para resolver as minhas
mazelas, já resolvi tudo que tinha que ser resolvido, já atualizei meu coração.
Se
você me der licença, tenho coisas muito melhores para fazer do que perder meu
tempo com você, eu sei que estou sendo grossa, ranzinza, mal-educada, mas se
você não consegue me entender internamente, se não posso confiar em você, se
tudo é bobagem, assim me sinto um nada.
Eu
pensava que alguém podia me fazer feliz, mas estava enganada. Eu sou a única
responsável por tamanha felicidade, ela pode vir parcelada, aos pouquinhos,
pouco me importa.
Estou
com a adrenalina a mil, meu corpo pede cada dia mais doses, acho salutar essa
força para os exercícios físicos, para estar bem custe o que custar, para me
sentir feliz.
Não
é da sua maldita conta se estou ou não feliz, mas um colo, um agrado, um carinho,
um consolo, uma palavra amiga nunca fizeram mal a ninguém, também acho que
dificilmente erramos por ouvir o outro.
- Arcise Câmara
- Crédito de Imagem: http://www.panelaterapia.com
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