Padrão de beleza, de magreza, de corpo gostoso, de pernas alinhadas, de depilação em dia, de qualidade, de prazer, de inteligência, de regras, de eficiência e bom gosto, padrões que fogem da realidade de que não somos iguais e de que somos pessoas únicas com formas e belezas diferentes, exóticas ou exuberantes, de corpos recheados ou ossados.
Somos perfeição e bom grado, melhor fingir que deixar o outro decepcionado, ele não seria capaz de suportar que não se encaixou perfeitamente em você, e se a sinceridade bater a porta talvez você fique sem par porque o machão já fez todas as outras suspirarem de tesão.
O mundo tem deixado milhões de pessoas frustradas, infelizes, culpadas, mas a culpa é nossa? Nós não somos honestos conosco, não preservamos o nosso eu e sim o do outro, não sabemos o que sentimos e camuflamos o que não sentimos.
Esquecemos que ali está a manifestação de uma energia espiritual chamada amor, que sexo deve ser prazeroso para ambos, que sexo é muito mais fácil na teoria, que sexo não precisa de posições acrobatas para ser tão bom e gostoso, que fingir não está com nada e quem finge só atrapalha a relação.
O padrão também estar no medo de errar, as padronizações nos torna perfeitos demais, nos torna dentro daquilo que foi estabelecido, dentro do compasso do que se espera, pessoas romotizadas num mundo de iguais com o dna de desiguais, dá para entender?
Falta entrega e sinceridade nas relações, na vida, na paixão, falta a cara limpa para ser quem somos, para evitar seguir modas para despir-nos de preconceitos e julgamentos.
Falta coragem para sermos felizes e principalmente para ser quem somos.
Falta amor e revolução, falta tato e jeito, falta deixar de mascarar o dever ser, se não deu, não deu, se foi ruim, paciência! não estou falando de sinceridade perversa, há coisas que não precisam ser ditas, estou falando de deixar de fingir, de ser quem não somos, de seguir conceitos ultrapassados e lógicas ilógicas. Sejamos nós mesmos, eu já levantei a minha bandeira e você?
Falta coragem para sermos felizes e principalmente para ser quem somos.
Falta amor e revolução, falta tato e jeito, falta deixar de mascarar o dever ser, se não deu, não deu, se foi ruim, paciência! não estou falando de sinceridade perversa, há coisas que não precisam ser ditas, estou falando de deixar de fingir, de ser quem não somos, de seguir conceitos ultrapassados e lógicas ilógicas. Sejamos nós mesmos, eu já levantei a minha bandeira e você?
- Arcise Câmara
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