Hoje estava lembrando do convite que recebi para ser bode expiatório. O meu trabalho consistia em ser informante, me fazer passar por “amiga” para captar “projetos futuros”. Até hoje eu rio da situação, como alguém chegou a acreditar que eu me prestaria a esse ridículo papel? E por que eu? Porque não Fulana? Beltrano? Sicrano? Conheço vários que fariam com sorriso no rosto e muitíssimo bom grado em troca de reconhecimento ou sei lá o quê.
Eu obviamente neguei, não me presto a isso. Nunca me prestei e me surpreendo o quão pouco me deixo conhecer.
É lógico que tomaram as minhas credenciais e a partir de então tinha que entrar pela porta dos fundos ou me redimir. A porta dos fundos se abriu para mim oras, bem, isso eu já sabia.
A minha consciência ética e moral cresceu a patamares assustadores, eu sempre fui firme nos meus pontos de vistas e sou vista como grossa porque infelizmente as pessoas confundem o “não” com falta de educação. O “SIM” é gentileza, o “NÃO”, grosseria.
Os meus pensamentos discordantes a respeito de qualquer assunto impactam sim na vida de alguém, é tão bom agradar a todos, receber sim de todos, ter a alma massageada e o nosso valor reconhecido, e quando nosso valor não é reconhecido justamente porque você se recusa a entrar em jogos subliminares? Como fica? Quem te defende? Não fica! A gente compra nosso escudo e nos protegemos sozinha. Forever alone como dizem os facefriends.
Alguns aspectos da vida andam carentes e desprestigiados, a gente acaba não terminando o que começamos, tudo vira glacê. Os pontos vulneráveis continuam pontos vulneráveis porque não há mínimo esforço em nos defender, eu tentar ser aceita com características que não temos.
Eu me senti por inúmeras vezes enjaulada por pensamentos nocivos e incrédulos do “como pode?” e antes que eles me invadissem o suficiente ao ponto de prejudicar o destrui.

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