Qual era a medida da minha paciência, eu me perguntava diariamente, dediquei a analisar as questões práticas, colocar as atitudes a frente das palavras melosas, a mente ia longe, vagueava... Eu ansiava por respostas, sentia um grande desconforto, uma submissão incomodativa, ora eu me sentia culpada, ora superior, ora ele era meu tudo ora o meu nada.
É, é, eu sei, sei do seu lado bondoso, sei da sua imaturidade, sei das minhas limitações, sei do meu jeito explosivo... Eu devia, mas, mas, mas, mudar sozinha não era fácil, o descontentamento era mútuo, a balança desigual pesava sobre os meus braços. Eu me esforçava para me sentir aceita, eu me desdobrava para parecer boa.
Pretendia lidar com as questões vitais, eu falava sério, mas ele não acreditava, minhas mãos não o abraçava mais, eu sempre dei a entender que o amor era algo simples, sem complexidade, mas havia resistência em tornar a casa um lar.
Relacionamentos não são fáceis, ganhamos muito nos relacionando, nos moldando, nos tornando compatíveis com o outro, se encontramos o equilíbrio entre dois seres, achamos a fórmula, portanto, é bom ser legal, generosa, amável, delicada, fiel, solícita, mas só não esqueça de perceber a reciprocidade.
- Arcise Câmara

Nenhum comentário:
Postar um comentário