Fiquei encantada pela sedução, mesmo que meus botões falassem “Ah, não! De novo!”, estava mais uma vez apaixonada, uma sensação gratificante, a gente muda, tenta ser boazinha e prestativa em cada segundo, queremos agradar, sustentar nosso melhor lado por longo período, não mostrar que somos sem pavio ou tolerância zero para certas coisas, até toalha molhada em cima da cama não nos incomoda, pelo menos por hora.
Nessa altura do campeonato, não brigamos à toa, relevamos ao quadrado, afirmamos satisfação, pura armadilha feminina antes de iniciar a fase cri cri com as reclamações calejadas de por favor quero um parceiro (grito feminino) x por favor quero comida e roupa lavada (conscientizados pela criação masculina oriundo da feminina). Está longe de tratamentos igualitários, as mulheres já assumiram as contas, mas alguns homens se recusam a lavar o próprio copo.
Precisamos batalhar, não sei se seria esta a expressão mais exata pela reciprocidade nos relacionamentos, pela doação de ambos, pela liberdade de dizer desde o primeiro segundo o que desagrada, é nessas horas que diagnosticamos se somos ou não compatíveis, se os defeitos são suportáveis, se causamos boa impressão, se lutamos ou caímos fora.
- Arcise Câmara
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