quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Subtraindo a confiança


É interessante como em muitos casos da nossa vida, damos poder aos outros, sim, deixamos que eles nos ponham para baixo ou elevem nossa autoestima. A confiança se apaga ou se ilumina com quem está ao nosso redor, com que agrada ou desagrada nas palavras, com quem ajuda ou atrapalha o caminho.
Nos tornamos ou nos sentimos mais linda ou poderosa dependendo das referências alheias e isso é um crime conosco mesmo. Tenho amigos que fogem do padrão, assim como eu, ou por estarem fora de "moda" ou por diferirem do que prega a maioria.
Descobrir-se uma boa pessoa, com uma boa imagem, com bons propósitos independente das pregações da mídia e dos arredores é um grande passo de autoaceitação do me amo como sou.
Os ajustes são necessários, a evolução é pertinente, o mudar constante, o olhar de outros jeitos são peças fundamentais para o desenvolvimento do eu e do nós (sim, porque o nosso eu, efeta o nós como um todo, em rara escala ou em grandes proporções).
A valorização do ter ao ser, a essência sendo revertida para a aparência, a fome por estrelado, peitos, bundas, bocas, caras, moldes. A cultura da aceitação alheia.
Acho que todo mundo busca consideração e respeito e acho que há uma grande confusão nessa busca, porque as projeções estão enraizadas de uma forma torta e ineficaz. Projeções que desrespeitam o outro por não ser iguais, projeções que cultuam corpos (bunda, peitos, coxas), rostos (botox e caras engessadas) e a idade (onde ser velho virou algo pejorativo).
Está na hora de escuulpirmos a alma e tornar nossa aparência reluzente de dentro para a fora.
- Arcise Câmara

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