domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ser o que sou


Sou uma mistura entre grosseria e sensibilidade, meu tom de voz assusta, tenho uns relances de "Nâo Faça Assim" ou "Espera" que parece mais um grito a um pedido.
Mas 90% dos que me consideraram grossos em algum momento, não rteceberam de mim grosserias e sim um "não", um "não posso", um argumento ou um questionamento. As pessoas confundem falsidade com educação, confundem o "não quero" com o "você não presta".
Não sou grossa por me manter fiel as minhas verdades, minhas ideologoias, minhas palavras, meus pensamentos, minha história. Não sou grossa por não compactuar com piadinhas sem sentidos ou em não querer ter por perto quem me derruba, pisoteia, humilha e se finge de amigo. Não abraço causas que não compactuo em hipótese nenhuma, não uso o verbo agradar com a facilidade de colocar o outro em primeiro lugar, posso colocá-lo em pé de igualdade, mas não acima.
Não coleciono mágoas, nem raivas, o meu lado verbalizado de maneira alta espanta todos os ressentimentos. Não sou o desastre de pessoa e nem acho que isso exista, mas não perco oportunidades em acertar, em fazer o bem, em não julgar.
No ano passado, assim como nos outros anos aprendi a insistir em meus sonhos, ansiar novos projetos, equilibrar as emoções, ouvir a intuição e aprender com as quedas.
Destrinchei o sentimento de mim mesma, apalpei o meu eu de forma íntima, me liguei na sintonia da paz, memso que em determinadas situações eu não a tenha promovido.
Amo a vida de todas as formas, não ouso desvalorizá-la ou reduzí-la a mesmice e a falta de entusiasmo para viver. E não é que a vida não tenha dificuldades pontuais e até necessárias, mas é que as dificuldades te faz crescer de forma rápida e concreta, te faz caminhar a passos mais largos, a movimentos mais sincronizados.
Minha vida nunca foi perfeita e com certeza nunca será, mas minha vida tem um ingrediente contumaz a alegria que acredito eu é prima da evolução humana.
Num mundo diferente e cheia de pessoas iguais eu me vejo refletidas em muitas das minhas amizades verdadeiras e duradouras, me vejo pensando da mesma forma, curtindo as mesmas coisas, admirando sons não curtidos, mudando de opiniões, vendo com os olhos dos outros, me vejo um pouquinho em cada um que me cerca e percebo as absorvições deles em relação as minhas características. A gente acaba se ajudando, dando aquela pitada de mudança que o outro e nós mesmas precisamos, sem imposições.
- Arcise Câmara



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