Acho
importante desmistificar a terapia como coisa de maluco, de doido ou de quase isso.
Conhecer a si mesmo exige um esforço que vale muito a pena.
Nas
sessões você se descobre com qualidades adormecidas ou esquecidas e com defeitos
arranhados e velhos encrostados no seu ser.
Dói
um pouco, não é fácil admitir que você tem pouca paciência com seus pais, que
você não aceita frustrações, que você é briguenta pelo que quer, que o seu
gênio é fortíssimo, que você se deixa manipular, que você é desencanada com
algo relevante.
Os
pontos de melhoria latejam após cada sessão, você tem consciência e boa vontade
do que pode ser feito, mas vira e mexe cai e tropeça e precisa recomeçar.
E
recomeçar não é fácil, saber perder ideia não é nada prazeroso, saber calar
para não discutir, deixar pra lá, relevar. Ser feliz e tornar feliz a sua casa,
a sua vida a sua família é um trabalho árduo e constante.
A
gente não precisa de louros ou troféus, ou ser perfeitinha, não precisamos nos cobrar nem nos culpar, não precisamos nos sentir inferior ou diminuída ou
incapaz de ser feliz ou construir a felicidade.
Basta
um passo de cada vez, às vezes a felicidade está em pedir desculpas, em
reconhecer, em refletir e tentar por atitudes mais positivas, mas motivacionais
para si mesma.
Srta.Arcise
Srta.Arcise

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