domingo, 25 de novembro de 2012

Sogras


As sogras inspiram muitas piadas, talvez o maior número de piadas da categoria, vencendo as loiras e os Manuéis. São sempre caracterizadas como enxeridas, intrometidas, megeras, vingativas, chatas e sem noção. Ser infiel é ter o castigo de ter duas sogras. Mas as “sogras masculinas”, ou seja, a mãe do homem é campeã de reclamação nos procons da vida, elas são responsáveis por um terço das separações e em geral causam muitas dores de cabeça. Porque mães tem manias de competir com as noras? Com as esposas? Porque certas mães se acham no direito de achar que os filhos merecem mais e melhor? Aquele filho preguiçoso, que não lava um copo, que evita carinho, que só quer saber dele e que ainda leva fama de santo e bom moço pela mãe.
Acho que o pior tipo de sogras são as possessivas e invasivas, as que se recusam a cortar o cordão umbilical, essas sim são nefastas, elas são capazes de causar atritos, infelicidades, brigas e até divórcio principalmente por falta de amparo do parceiro.
Toda sogra é no mínimo adulta e deve ser responsabilizada pelos seus atos. E não existe a regra do “releva”, “esquece”, “deixa pra lá”. Senhoras ofensivas são senhoras ofensivas mesmo sendo a mãe do seu amor.
Tem muita sogra por aí que força passagem, quer estar presente no nascimento do neto, em todas as festas, todos os cinemas, todos os passeios, todas as brigas, elas metem o bedelho e tomam partido. Tem certas sogras que dão tanto alívio, que quando causam divórcio, a gente pensa no “já foi tarde” e ainda somos capazes de ouvir da vizinha da esquina a típica frase dita pela víbora: “eu sabia que não ia durar”.
Quer um conselho, não construa pontes entre você e sua sogra, quanto mais afastadinha e não-íntima você for, melhor. Não faça visitas inesperadas nem aceite tais visitas. Não seja uma faz-tudo e não tende agradar sendo quem você não é. Receita para noras e sogras: cada um no seu quadrado.

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