As
sogras inspiram muitas piadas, talvez o maior número de piadas da categoria,
vencendo as loiras e os Manuéis. São sempre caracterizadas como enxeridas, intrometidas,
megeras, vingativas, chatas e sem noção. Ser infiel é ter o castigo de ter duas
sogras. Mas as “sogras masculinas”, ou seja, a mãe do homem é campeã de
reclamação nos procons da vida, elas são responsáveis por um terço das
separações e em geral causam muitas dores de cabeça. Porque mães tem manias de
competir com as noras? Com as esposas? Porque certas mães se acham no direito
de achar que os filhos merecem mais e melhor? Aquele filho preguiçoso, que não
lava um copo, que evita carinho, que só quer saber dele e que ainda leva fama
de santo e bom moço pela mãe.
Acho
que o pior tipo de sogras são as possessivas e invasivas, as que se recusam a
cortar o cordão umbilical, essas sim são nefastas, elas são capazes de causar
atritos, infelicidades, brigas e até divórcio principalmente por falta de
amparo do parceiro.
Toda
sogra é no mínimo adulta e deve ser responsabilizada pelos seus atos. E não
existe a regra do “releva”, “esquece”, “deixa pra lá”. Senhoras ofensivas são
senhoras ofensivas mesmo sendo a mãe do seu amor.
Tem
muita sogra por aí que força passagem, quer estar presente no nascimento do
neto, em todas as festas, todos os cinemas, todos os passeios, todas as brigas,
elas metem o bedelho e tomam partido. Tem certas sogras que dão tanto alívio,
que quando causam divórcio, a gente pensa no “já foi tarde” e ainda somos
capazes de ouvir da vizinha da esquina a típica frase dita pela víbora: “eu
sabia que não ia durar”.
Quer
um conselho, não construa pontes entre você e sua sogra, quanto mais
afastadinha e não-íntima você for, melhor. Não faça visitas inesperadas nem
aceite tais visitas. Não seja uma faz-tudo e não tende agradar sendo quem você
não é. Receita para noras e sogras: cada um no seu quadrado.

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