quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Interrompendo a gravidez


                                  Imagem: Google

Ela chega ao hospital, sangrando e quase morrendo, médicos e psiquiatras iam e vinham em acompanhamento para salvar a vida da mulher em questão, o bebê já tinha sido expelido, morto pela própria mãe. Infelizmente milhares de mulheres abortavam sozinhas e pelo mais variados motivos e pelo menos uma que eu conheço carrega a culpa e o arrependimento por toda a vida.
Elas tentam seguir a vida sem olha para trás, mas desmoronam. Tudo que importava era estar viva, se recuperando, se fortalecendo e esquecendo aquele monstro que a estuprou, ou o namorado que a abandonou, ou o medo dos pais, ou pior a imaturidade de não assumir suas escolhas, seus riscos.
Uma família adorável, feliz e normal, com mãe, pai e filhos, talvez nunca se sinta merecida em ter, isso é o que muitas pensam.
Expressão severa de médicos que julgam sem conhecer as causas, que brigam sem amenidades.
É difícil para um médico que tem como profissão salvar vidas, se deparar com abortos provocados, é difícil para o profissional de saúde entender que no mundo globalizado todo mundo já ouviu falar de métodos contraceptivos, é difícil também entender o lado psíquico ignorado até pela classe médica. O que levou tal pessoa a tal ato, o mais cruel e barbárie tanto para mães como para os filhos esquartejados sem prévio aviso.
Não dou licença! Eu me importo com essas meninas, com as vidas perdidas, com a falta de apoio e amparo psicológico, com o descuido de quem faz sexo sem responsabilidade e com as consequências de jogar no lixo mais uma vida.

Srta.Arcise

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