Imagem: Google
Ela
chega ao hospital, sangrando e quase morrendo, médicos e psiquiatras iam e
vinham em acompanhamento para salvar a vida da mulher em questão, o bebê já
tinha sido expelido, morto pela própria mãe. Infelizmente milhares de mulheres abortavam
sozinhas e pelo mais variados motivos e pelo menos uma que eu conheço carrega a
culpa e o arrependimento por toda a vida.
Elas
tentam seguir a vida sem olha para trás, mas desmoronam. Tudo que importava era
estar viva, se recuperando, se fortalecendo e esquecendo aquele monstro que a
estuprou, ou o namorado que a abandonou, ou o medo dos pais, ou pior a
imaturidade de não assumir suas escolhas, seus riscos.
Uma
família adorável, feliz e normal, com mãe, pai e filhos, talvez nunca se sinta
merecida em ter, isso é o que muitas pensam.
Expressão
severa de médicos que julgam sem conhecer as causas, que brigam sem amenidades.
É
difícil para um médico que tem como profissão salvar vidas, se deparar com
abortos provocados, é difícil para o profissional de saúde entender que no
mundo globalizado todo mundo já ouviu falar de métodos contraceptivos, é difícil
também entender o lado psíquico ignorado até pela classe médica. O que levou
tal pessoa a tal ato, o mais cruel e barbárie tanto para mães como para os
filhos esquartejados sem prévio aviso.
Não
dou licença! Eu me importo com essas meninas, com as vidas perdidas, com a falta
de apoio e amparo psicológico, com o descuido de quem faz sexo sem
responsabilidade e com as consequências de jogar no lixo mais uma vida.
Srta.Arcise
Srta.Arcise

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